Dados divulgados pela Agência Brasil mostram que 4,1 milhões de trabalhadores foram afastados de suas funções em 2025 em razão de problemas de saúde. O número representa o maior volume de concessões de benefícios por incapacidade temporária dos últimos anos e reforça o impacto das doenças na rotina do mercado de trabalho brasileiro.
Os afastamentos são registrados quando o trabalhador precisa interromper suas atividades por mais de 15 dias consecutivos, com amparo do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Entre as principais causas estão doenças osteomusculares, especialmente dores na coluna e problemas na região lombar, que continuam liderando o ranking de afastamentos.
Essas condições, muitas vezes associadas a jornadas extensas, má postura e esforço repetitivo, afetam trabalhadores de diferentes setores e idades, comprometendo a produtividade e a qualidade de vida. Lesões e fraturas também aparecem com destaque, sobretudo em atividades que envolvem maior risco físico.
A saúde mental segue como um fator relevante nos afastamentos registrados em 2025. Transtornos como ansiedade e depressão figuram entre os motivos mais recorrentes para a concessão do benefício, refletindo um cenário de pressão emocional, insegurança econômica e sobrecarga no ambiente de trabalho. Especialistas ouvidos pela Agência Brasil apontam que o crescimento desses casos exige políticas mais efetivas de prevenção e cuidado psicológico nas empresas.
Segundo o Ministério da Previdência Social, o aumento dos afastamentos também está relacionado a uma maior procura pelos direitos previdenciários e à ampliação do acesso aos serviços de perícia médica. O governo avalia que os dados reforçam a necessidade de investimentos em saúde ocupacional, prevenção de doenças e melhoria das condições de trabalho, como forma de reduzir o número de licenças e os impactos sociais e econômicos provocados pela incapacidade temporária.



