A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai) enviou uma carta ao presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, para alertar sobre o agravamento das doenças alérgicas e respiratórias causado pelo aquecimento global, pelas mudanças climáticas e pela poluição. O tema será destaque no 52º Congresso de Alergia e Imunologia, que ocorrerá entre os dias 13 e 16 deste mês, em Goiânia, paralelamente à conferência do clima.
Segundo a presidente da Asbai, Fátima Rodrigues Fernandes, o aumento da poluição e das temperaturas altera as defesas do organismo e inflama mucosas respiratórias e da pele, intensificando casos de asma, rinite, conjuntivite e dermatite atópica. A médica citou também o impacto dos incêndios florestais, como os que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024, que ampliam a emissão de fumaça e a concentração de material particulado no ar, piorando a qualidade atmosférica e a saúde da população.
Os grupos mais afetados, segundo Fátima, são crianças, idosos, gestantes e comunidades vulneráveis, que sofrem mais com a falta de acesso a tratamentos durante emergências climáticas. Ela destacou ainda o papel dos microplásticos na contaminação de tecidos humanos e no aumento de alergias e intolerâncias alimentares.
A Asbai defende que a COP30 retome as negociações do Tratado Global contra a Poluição Plástica, de 2022, e cobre compromissos reais dos países para conter os impactos ambientais sobre a saúde pública. O congresso contará com cerca de 200 especialistas, incluindo representantes de instituições internacionais, como a World Allergy Organization e a European Academy of Allergy and Clinical Immunology.




