A doença diverticular dos cólons, presença de pequenas bolsas que se formam na parede do intestino grosso, é uma condição comum, especialmente, em pessoas idosas. Estimativas médicas apontam que cerca de 50% das pessoas acima dos 60 anos apresentam divertículos, alcançando entre 70% e 80% em indivíduos com mais de 80 anos.
Na maioria dos casos, esses divertículos permanecem silenciosos, sem causar sintomas. Contudo, quando inflamam ou infeccionam, ocorre a diverticulite, quadro que pode exigir tratamento intensivo e, em situações específicas cirurgia, adverte o cirurgião-geral, Luiz Henrique Costa.
Segundo os protocolos de tratamento, a cirurgia não é indicada para todos os pacientes diagnosticados com diverticulose. “O procedimento é reservado para casos em que há risco elevado de complicações, como perfuração intestinal, abscesso, obstrução ou sangramento persistente. Geralmente pacientes que evoluem entre duas ou mais crises, com intervalos menores que um ano, estão aptos a operar, explica Costa.
“O grande risco de ter uma diverticulite complicada é a perfuração do divertículo, com extravasamento do conteúdo intestinal para o interior da cavidade abdominal, levando a processos infecciosos com coleções e abscessos, podendo evoluir para peritonite grave e sepse, alerta o cirurgião-geral, Eduardo Nápoli.
Portanto, é fundamental analisar de forma criteriosa cada caso e em se tratando de crises de diverticulite recorrentes partir para uma cirurgia eletiva. A videolaparoscopia é o procedimento padrão. “O paciente passa o menor tempo possível hospitalizado e pode retornar brevemente a ter qualidade de vida, conclui Nápoli.




